quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Night Calls



Vem a noite, a atmosfera respira reticências...
...de repente as letras são crinas e ao som delas as maçãs dão tempo...
A cidade come figos e as pêras ganham asas, o pensar.
E Eu...
Sou o poema lavrado pelo canto duma garganta em divagação, tão ardente como urtigas...»

*foto retirada da net

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Novembro



Teu nome é negro, a chuva essa abre-te os dias, as horas comem-te na noite!
Traças linhas no esquecimento simplesmente porque nunca falas com ninguém.
Os matos estão agora incompletos, as folhas da melancolia que outrora já foram luz, astros.
Existira coisa mais forte que a loucura?
É somente o pensamento que se verga ás tuas noites frias, nasces da melancolia e arrebatas-me na tua forma severa e arguta, inteiramente se abre em ti um tempo, um sol simples, ou um renascer de coisas magnânimas e espíritas.
Novembro é segredo e só se aproximam de ti se for em murmurio, falo-te por mim que sinto que o desejo é uma fruta muito secreta...
O vento soão é o som onde começa o perpétuo Inverno.
Olho-te atravéz de palavras e tu cegamente abraçado ao abstrato onde as minhas pálpebras se afagam sob a tua intensa profusão celeste...
Olhas-me nas palavras completamente vivo no teu movimento entre laços. Batidas soam ao longe no silêncio onde os lânguidos amarelos se movem nas pequenas espadas dos raios.O sol de Novembro é um vivo coração de poema.
A fruta faísca, cheiram as castanhas...



*foto retirada da net

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

A Nudez do Nu



Nu um Olival cor de cinza
Nua a amargura,
Nua é minha loucura,
E só ela me cura.
Nus os passos inseguros,
Imprudentes,
Imaturos.

Nuas são as horas ,
Lentas,
Solenes,
Nuas, caem acumulando o passado...

Nua é miséria,
A violência,
Imprudência,
Nua, a serpente que hipnotiza uma fuga...

Nuas são as pedras,
Nuas as raizes,
A luz dos raios,
Nuas as maças,
Os piteirais,
Nuas, sensuais as Româs...

E só se vestem,
No mundo,
Envergonhados,
Os nus desabitados...


*foto retirada da net

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Amar! Amar!



Eu,
hei-de voar mais alto
que as estrelas,
Abraçar o mundo
com meus braços,
Rasgar infinitos
em amplas janelas...
Caminhar,
muito no Além dos espaços !

Perder-me em infìmos
e mágicos matagais,
Onde os lobos uivam
á noite gritos infernais !...
Sombras,
no verde dos olivais ,
Cantar dos teus olhos,
no gorjeio dos pardais !

Eu e Tu!
suspirando gritos! ...
(Vagas enamoradas)
flutuam ao som do vento .
Palácios e estrelas,
ao longe os infinitos!...
Juntos...
Sempre!
Em pensamento!...

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Cai Chuva na Minha Janela...



Olho pela janela no alto do meu quarto e penso nela, na chuva que cai lá fora baixinho e que inunda a minha janela, aquela mesma onde eu me sinto, onde por força de um breve olhar encosto as palavras ao meu pensar antes de escrever aquilo que no papel vou descrever.
Mas nem sempre chove naquela que é a minha janela, por vezes sobe nela a noite, deito-me com ela sem pensar no que procuro dizer, deito-me e olho para a minha janela a recordar quando desce a chuva por ela, onde por força de um breve olhar eu me deleito e encosto palavras ao pensamento antes de escrever no papel o que incomoda o sentimento.
A natureza o que tem de cruel tem de bela e eu tenho por habito ver crescer o tempo lá no alto do meu quarto atravez da minha janela onde me sento a escrever versos num imaginar, onde as palavras se passeam em silêncio a pensar, muito antes de se deitarem num ou outro papel onde mais tarde as irei escrever...
Mas hoje para minha surpresa chove baixinho lá fora,caí miudinha naquela janela que dentro de mim mora, caí com saudade e na saudade a mesma que me encosta ás palavras, muito antes de as pensar juntar ao pensar.
Há em mim uma magoa que paira á tona da água e eu escrevo hoje aqui e agora, cai chuva lá fora, cai chuva na minha janela...


*foto retirada da net

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Fantasias...



Em noites de muita paixão fui tua!
Cadência de soluços e de gritos.
Os teus braços... Infinitos!
Minha boca te beijou, nua ...
Fogueira a esbrasear que me consome...
De ti tenho sede... De ti tenho Fome!


Eu que por ti andei muitos caminhos.
Meu olhar, faminto, de amante!
Um dia vou crucificar-me nos espinhos.
Quando meus olhos forem, de novo, teu mirante...


Corpus unnis se desejam .
Hei-de dar-te esta boca,que é só minha!
Lábios de rosa te beijam...
No mesmo Luar que um dia te beijou....
Onde as minhas garras de poetisa, te prenderão...
Num longo mas apaixonante voo...

*foto retirada da net

Eu! Quem sou Eu!?



Quem sou ?
- Nem eu própria sei!...
Por entre a imensa planicie,
Já me procurei,
Nasci dor magoada...
Em luto permanente...
Não sinto ,
Não vejo o mundo como toda a gente!

Perco-me por um sentimento...
Perco-me em mim....
Vendavais submersos,
São meus no pensamento!...
Num cavalo as rimas,
Ecos meus, pedaços de confim...
Meus braços... noites ao vento...

Solidão, alma minha!
Poente de loucura!
Onde vagueio perdida,
Sácramente incompriendida!
Sou a que me persegue.
Num sentir profundo...
A que nasceu diferente,
De todo o mundo!...

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Cálice de Porto



Solto de corpo, forte trago posto a nu!...
Displicente,
Um cálice de Porto.
Aquele a quem não minto, onde o sentimento de mágoa é simplesmente um acto de esquecimento;
Esqueço quem sou, esqueço quem tu és e ambos esquecemos o que aqui estamos a fazer, fundes a minha ilusão, tornaste a ilusão, sendos meu vives a história como um dramaturgo que em mim adormeceu e sonha que está a viver o seu próprio final amargo e doce, sabendo que o fim inebriante, escorre devagar gole por gole pela garganta acariciado, submisso, envergonhado, absorto... meu cálice de Porto;
Mais que o melhor dos néctares, a minha boca seca num querer , num trago fundo, só pelo raro gosto do vicío, o teu cheiro, o teu sabor preciso de veludo na maciez que vem da boca, da somente minha siena e pálida embriaguez...



*foto retirada da net

Que Te Importam as Palavras?




Sabes,
Há momentos amargos, momentos de nos sufocar em silêncio ou numa revolta.
É impura toda mudez, a voz que se cala constantemente.
Recordo-me...
Da vastidão imensa, da firmeza que teus olhos em mim espelharam e em toda a tua modestia, quando, mais de uma vez, com a tua frieza perversa... O teu abnegado desamparo simplesmente me derrotou e me venceu...
As noites que sozinha passei, passadas e repassadas num enredo confuso e desesperativo, numa longa espera, uma interminavel esperança dificil...
A tua infinita mudez traçou meu destino, a mudez essa tua confidente, sempre povoada de sombras, incertezas...
Sempre estou aquem de ti, sempre além...
Que te interessa?
Amor?
Talvez... Hipótese de sonho.
Há um silêncio por ti imposto e noutro eu repouso.
Silêncios dissipados...
Os da liberdade do teu olhar aceso...


* foto retirada da net

Ode á minha Cidade



Portalegre ,
Onde o Vinho forte
perfuma as violetas...
Num grão de milho
o eco das noras,
Nos longes...
no passado...
noutras horas!...
E nos versos de amor
as saudades dos teus poetas...

Pairam andorinhas,
Pairam ao Rossio
num Plátano verde e agreste...
E o silêncio que poisa breve
nos teus antigos beirais,
Aquele que dá voz ao muro
num pedaço de Castelo...
E as Papoila rutilantes
dos teus já velhinhos aventais...

*foto retirada da net

A Nota Desprendida



A noite já dorme na planicíe encostada tal e qual o meu sonho de paz e esquecimento, junto ao luar sentei-me tristemente, trágica voz rouca do vento que passa por mim levando o meu inconsiente imortal...
Ermos os pensamentos que em mim se rasgaram, no teu mundo onde por vezes te desesperas, entre sombras e quebrantos, feitiços e encantos...
Sei, sim eu sei que teu coração se arma em valente numa humilde fé, numa esperança de sentir um reflexo da minha alma na tua...
Longo foi o tempo em que a cegueira ignorei e em ti acreditei, num tédio extremo, num viver que foi magoa e tu não sabes o quanto doí a certeza de um espiríto enublado... Só quem ama entende.
Atravessei o escuro, um mundo estranho, atravessei a dor e a magoa, aceitei o meu queixoso e incerto sentimento por entre formas da noite com quem por vezes ainda hoje falo.
Sei que não entendes, nem nunca entenderás o quanto por ti me engolfo ainda hoje no nocturno mundo...
Interrogo o infinito e choro na convulsa de um tormento saltando num soluço magoado e fundo...
Mas para além desse meu vacúo tenebroso existe a luz bela da vida, ampla que emerge a custo desse meu mundo morto mesmo quando o pensar me leva até ao absorto...
Vem a ilusão e quebra todo o meu vazio universal...
... e termina ali o meu pequeno ser e renasce num olhar toda uma suavidade natural...

* foto retirada da net

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Carta II




Estreita é a linha do prazer, o mesmo prazer que só pede à vida o desejo de um amor infinito e profundo e nem no pôr do sol se perde a cor dos teus olhos...

Amar-te!

Quero-te!

Amo-te!...

Sim!

Amo-te de forma viva e quente, que a sedenta fome penetre em mim esse teu ser, todos os delírios e todos os desejos( e não quero só beijos) encher meu peito com os teus braços, (meus olhos a arder) da tua boca sangram os meus beijos, trementes, coisas, um céu de poesias puras e ardentes...

Morde-me na carne o sentimento, tua alma que incendiou a minha fera...

Morde-me toda aonde geme a minha negra pantera ...
E numa orgia flutuante bebe no meu seio este meu apaixonado sangue!

Serei tua!
Devassa e nua!...

Nos raios vaporosos, o fogo, a aurora rumorosa e repousada com teu nome escrito em clarões silenciosos...

Dados ao ar, sabias que os prazeres só são gerados na fantasia e é no imaginar que a mente humana a miragem cria, é a lei de um aspirar imenso, num foco intenso...

E não é imortal o que eu em ti adoro, o mundo é tão grande meu amor e a esta ânsia me aconselha...


Beijos desta tormentosa e somente tua paixão!


* foto retirada da net

quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Carta I



Só a água geme nos buracos e as pontadas de fogo pulsam nos rostos.
Na escuridão do meu relento, branco silêncio, sem olhos onde apenas se ouve o lento trabalho do hausto que bate lá no fundo.
Existem bocas que falam por muitas outras bocas numa inocência atroz, onde habita a floresta irrefletida... põe nela a tua mão e molha, destinge o sonho a delicadeza, toda a tinta entornada.
A doçura por vezes mata e salta ás golfadas e tu sabes que o tempo tem a sua inclinação perigosa, aquela que se deita no poema e se toca, dando à pata nos remoinhos primarios para um tesão interior...
Fecho os olhos, e sinto outra coisa enorme, atráz desta há outra ainda maior, outro desejo maior, há pensares que é preciso afundar logo noutros ainda maiores...

*foto retirada de net

Deitei-me num Poema

Estou deitada num poema, deitada de costas com a poesia á beira duma treva, com a boca que o emudece e com o sexo negro quieto a pensar...
Estou deitada entre os cravos rotativos do mês atravessado pelo movimento...
Mexo os dedos, mexo a boca e sinto o respirar monotono de uma língua entre os osso...
E fico deitada, somente o meu silêncio pensa...
... num pensar batem, sobem, abrem , fecham as palavras que violentamente gritam à minha volta e sobem as escadas da minha intímidade...

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Palavras são Mortalhas



Matei-me á sombra de um rochedo macilento,
Constelado espaço, à chuva e ao vento...
Enterrando-me nele com o meu tormento!
Só meu espirito ainda vive,
Num fixo inexorável pensamento...


Ao alto de uma charneca ouve-se;
A minha voz secular e aflitiva!
Meu vulto inulto que passa,
No grito da alma aqui cativa!...
Como se eu ainda fosse alguém,
Como se ainda fosse, luz de dia, vida !

Na inominada luta de ninguém!
Alma vasta que em fogo se embriaga!
Pudesse eu ainda arder no incêndio de alguém!...


* imagem retirada da net

terça-feira, 7 de Abril de 2009

Adeus!

Liberdade,
vem quando se deixa o amor partir...
Evolução,
começa quando aprendes a dizer não!...
Eu,
era a tua fortaleza...
Tinhas que a destruir!...
Perdestes o amor deste coração!

A dor...
... é sempre um aviso que algo pode acontecer...
Nada mais
em mim poderei perder...
Tu
fostes lição que me fez crescer...
Deixei de ser menina,
Sou Mulher...


Nada
leva o passado para longe como o futuro...
Apenas a luz
consome as brumas do escuro!...
Aqueles que mais amei
são os que me esquecem...
Mas se isso acontece
é porque não me merecem!...

terça-feira, 17 de Março de 2009

Mágoa Morta!

Num soar desfeito,
caí sobre o meu peito
Um estranho grito!
Nele meus anseios oiço faiscar...
Num pensar veloz
O cismar, a cisma, sempre a baloiçar,
Nas ravinas do meu intenso infinito!
Tombam com ele,
As doces pregas do meu olhar...

Tormentosas,
Se alevantam tão negras, as nostalgias!...
Angustias amargas,
Tácitas, tão sós e incompriendidas ...
Alma em violência, soluça
No bater das horas,
Em espinhos, nós de agonias!...

E...
Na loucura, pela loucura sou perseguida!
Onde,
Ninguém sequer me ouve...
Ninguém sequer me vê...
Sou uma mágoa morta,
Uma mágoa esquecida!

domingo, 15 de Março de 2009

Saudades íntimas

O verdadeiro amor nunca morre...
Fiozinho de sonhos,
a vida continua, corre...
Num instante o amor foge, passa!...
Tanta ilusão morta,
pela minha janela esvoaça!

Tantas almas perdidas dentro da minha...
Almas revoltadas,
que gritam e imploram...
Alma vibrante
que nos meus poemas caminha,
Amores e mágoas,
cá dentro choram!

Fecho meus olhos... Fico a relembrar...
Os traços do teu rosto
desenho no ar ...
Da tua boca pálidos beijos mudos...
Suaves,
pairam na minha como veludos...

sexta-feira, 13 de Março de 2009

Além do Tejo

Sobreiros,
olivais a horizonte,
Que miragem
A paisagem!...
A aparência do malmequer
traduz a imensidão profunda
da planicie.

Sombra,
e alma ao entardecer...

Alentejo...

Meu Alentejo...

Brumas

Dor profunda e melancolia no palavrear canejo.
A dureza da vida é sempre uma constante.
A coerência em plena ruminação corrompe a minha agonia.
Trocista é a mentira imaginária no meu mundo de ilusão.
Taciturno, é o negro na noite metamorfesiado,
Sereno, afónico, calado...

quarta-feira, 4 de Março de 2009

Meu doce amar...

A solidão abre o meu silêncio...
Poemas de paixão, sonhos em mim,
Poeta... ( lágrimas e lágrimas)
Rios e mares de tinta preta...
Onde minha alma se consome com a tua,
Tão longe e tão perto, a cada momento em cada instante, meu pensar te persegue na rua...
Palavras, pequenas, sonoras, letras que traço em suspiros meus,
Poesias.... Nesses olhos teus!
Magoas dolentes, coração vivido, sonhos ardentes...
O oceano desse teu olhar...
Desejo nele naufragar!...
Em memórias que me são presentes...
Teus olhos que se fecham ao meu beijar...
Toque suave dos meus lábios, meu amor não sentes?

quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Ah!... A saudade!...



Todas as noites nos meus sonhos,
Eu vejo-te,
Sinto-te...
Beijo-te...
Numa doce ilusão, tão bom!...
Eu dentro de ti,
Muito além da distancia que nos separa,
Tu meu amor, dentro em mim!...
Encontrei-te,
Nos meus braços abertos!...
Minha linda e louca,
Te beija a boca
Esses teus olhos dispersos...
Amor!... Amor!...
Quanto morre nesta ilusão da minha saudade!?...


* foto retirada da net

sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Pedra nua



Deusa nua!
À chuva,
Ao vento,
À Lua!
Um olhar insinua...
Perdidamente,
Nua placidez...
(de monte em monte),
Tua nudez,
gargalhar de afronte!...

* foto retirada da net

terça-feira, 27 de Janeiro de 2009



«... Estou sempre contigo, até ao fim de todos os tempos...
Escolho para ti o bem mais supremo, amor e liberdade, mas acima disso escolho por ti a tua vontade.
É essa a medida mais certa de amor.
Quando quero para ti aquilo que tu queres para ti, amo-te verdadeiramente.
Quando quero para ti aquilo que tu queres para ti, estou a amar-me através de ti...

No amor nada se escolhe por si próprio, apenas se procura tornar possíveis as escolhas do ser amado...»

Alma inquieta...



Não serei livre por o ser apenas?
Nos meus limites mais individuais
A liberdade de um é a dos demais...
Travo batalhas grandes e pequenas,
Paixão,a quantas penas me condenas?
Penas minhas, a que paixão me subjugais?
Por vezes sob vários pensamentos brutais
A poesia se exprime em palavras serenas...
Queima de forma intensa e má
Ansia, na solidão intima de ir embora
Sozinha, (coração ardente chora)
Saudade
sempre maior por onde quer que vá...
Deste forçado exilio,pesa o abandono
Às negaças voo e minhas asas corto
Ser inteira é viver num desconforto?
Pensamentos
de que não sou dona,
Mas, rejeita-los seria viver morta!

* foto de uma pintura de Frida Khalo, retirada da net

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Eternidade



Eternidade, vive comigo, subjacente a toda a existência fisíca.
A ilusão do tempo diz que percorremos uma linha recta desde a nascença até à morte, nós encontramo-nos dentro de uma bolha de espuma libertada pela eternidade...


* foto retirada da net
* In " Temporal e Transcendental "
Luisa Raposo,
(Textos Espirituais)
Todos os direitos reservados

domingo, 18 de Janeiro de 2009

Cravo Vermelho,
que a noite nos nega,
Desassossego, sossega,
o amanhã anda por perto
Porque é que a Rosa nos cega?

Onde a lei é só dominar,
A virtude do Povo, é precária!
Humana nossa sorte é vária...
Mais importante que a cor mudar
Quanto mais seja contraria...

quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Prémio Dardos



Recebi o Prémio Dardos da Madga, mais conhecida por Pedra Filosofal( http://stoneartportugal.blogspot.com)
Agradeço, este mimo, apesar de ultimamente e por questões de saude não tenho publicado muito, fica a promessa que assim que melhorar irei retribuir a todos aqueles que seguem a minha escrita.

“Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogger, emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”
Este prémio obedece a algumas regras:
1) Exibir a imagem do selo;
2) Linkar o blog pelo qual se recebeu a indicação;
3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prémio Dardos.

Assim sendo e sendo assim, repasso-os aos blogs abaixo, pelo valor que lhes reconheço:


- E(u)rótica - http://erotismovida.blogspot.com/
- José Alberto Valente - http://jalbertovalente.blogspot.com/
- escrita-anacoelho - http://escrita-anacoelho.blogspot.com/
- Amanhecer & Palavras Ousadas - http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com/

Recomendo uma visita a estes blogs para que vejam, por vós, as razões do prémio que agora entrego.

segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009



Pouco mais,
meu amor,
ouvirás,
daquelas noites de fio premente...
À tua branda memória,
lá no tempo atráz,
O tom meigo e dolente,
Recordarás...
Que na tua memória, conserva!
Das surpresas que a vida reserva...
Jamais conhecerás,
(Alguma vez)
Poetisa mais tenaz!...
Seja a tua (vida) longa ou curta.

O presente,
da tua memória me furta...



* foto retirada de net

Mensagem II



Todas as linhas do meu rosto, contam uma história, quem eu sou, tantas e tantas histórias sobre onde eu estive e aquilo que eu sou...
Escalo montanhas, nado no teu verde oceano, trespasso linhas e quebro todas as regras morais e imorais...
À voz do vento arfo e por ti me deploro, no rio do teu sorriso me abandono e ainda hoje corro, a cada palavra da tua boca que clama pelo meu socorro, algo em mim por impotência me prende (o goro)...
Tu, não vês o sorriso na minha boca, a minha vontade limita-a como louca, escondendo palavras que teimam em não sair...
E pensar que todos me acham abençoada,(não) eles não sabem que minha cabeça é uma confusão...
Cada vez é mais negro, cada vez mais fundo, um desatino que de ti me separa, a voz teimosa dentro em mim erguida nos escombros, na rouqidão da minha pequenez...
A cada passo a tristeza deste entremez, a (minha) sorte é ignara, o peso duro das lágrimas na minha cara, e o chão fugidio aos meus pés...
Torno a interrogar-me (muda)
Quanto vale este meu sonho sem o teu amor, sem orgulho e sem a tua ajuda?

* foto retirada da net

terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Parêntesis



A carne,
Toda aberta em espuma!
O espanto!
De cada salto, o orgão ressuma!...
Desfaz-se então!... O nada em pranto.
Dentro em ti o espaço,
Enquanto,
O teu olhar salgas!
A cada tentativa de transpo-lo,
Na (minha) praia...
(marés, e uma concha de algas)

* foto retirada da net

EU



Eu,
sou aquela
que no mundo anda perdida...
Que vagueia,
sem rumo
e procura alguma vida...
Sou,
a mais estranha personagem
de um livro,
Sou,
apenas uma página,
uma heroina
perdida...


* foto retirada da net

quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Clamor ao Amor





Toca o vento,
Vivaldi á minha alma vibrante,
Canta a chuva,
os meus poemas de paixão ,
Do meu espirito,
A torrente amorosa, o coração,
Mais alto,
que o voo de uma águia, distante!...

No meu sangue,
correm meus sonhos dispersos,
Pulsar agonizado,
do meu coração ardente!...
Num clamor de loucura,
soltam-se os versos...
Quando eu sonho,
o amor do Zeus divinamente...

Batida em fúria,
por muitos vendavais,
Mãos cheias de amores,
Rosas e beijos florais...
Quem foi que me deu,
este poder de tanto te amar?
Se depois não me deu,
braços para te alcançar?


* foto retirada da net

quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Nostalgicamente...



Entre nós uma distancia abismal, entre tu e eu, o passado se afunda...
Em cada gesto meu doi-me, a teimosia vã deste meu amar aberto...

Estou presente nas palavras da tua boca, e dói a lembrança do que não existe, dói a tua imagem que em mim persiste.
Dói em mim a tua distancia mentirosa, aquela distancia dos teus passos sem rumo...
O sabor amargo, fugaz, inconsequente, pávido, impiedoso, sem nenhuma esperança...

* foto retirada da net

Sodoma



Arenosamente ...
... em mim se devora,
Oceânica...
... panteado na minha concava vulcânica...
Rasgo baldio,
Pluma acre,
Numa lira de fúria,
no agora, aqui deflora...
Frouxidão,
É sodoma parde,
(ebulição)
Onde levei pancada... (Arde)
Fui lambida á dentada!...

Rude cardo, volverde de ninguém,
Que permite gozar, numa estrofe,
No sentido, além...

Duas faces estagnadas,
num esgar sentido,
Gesticulando...
Apertando ...
A febre consome, se és,
Pervertido!
Noite que caí, na vagina,
(caminhos dilatam sem limites)
Fustiga-me, fustiga-me adrenalina...

(A poesia é pra ser comida, é pra comer, na arte erótica de um verso onde a possa descrever)

* foto retirada da net

O Tango


Troam os passos,
numa treva...
Dança a rossa detráz,
junto no passo trocado.
Devagar sem pousar,
No tango onde me repouso e...
Ouso querer repousar...
Palpitante ,
Carnal,
O tango afaga
O tango brada
O tango uiva, flanco!...
Nele consiste e existe uma altidez,
Sentidos e desejos vãos...
Rumor que ecoa no fintar do braço,
Dentro do abraço...
Desejos claros!... Na solidão dos brados...
São um braseiro os pensamentos,
Que no tango ardem por inteiro ao rés dos passos...

* foto retirada da net

segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Esvaia



Fúlgida,
Fausta,
minha franca flor...
Repleta de sol,
Cheira a amor...

O fogo que dela floresce,
Nele, tua rocha se acende

Aquele, que de nós mais compreende,
menos obedece...

* foto retirada da net

Introspecção



Em cada desejo;
- Uma montanha de espanto!

Em cada ânsia minha;
- Um fero receio!

Em cada brado meu;
- O silêncio onde me lanço!

Em cada riso;
- A minha nudez!

Em cada transformação;
- Chamo por mim, a procura pra onde vou...

Em cada eco acende;
- A descoberta da mulher que sou...


Em cada silêncio a voz perdida;
- A surdez da minha mente pervertida...

No desespero da paixão eu me gasto,
- Que importa se me ergo ou me arrasto?

* foto retirada da net

Eu Poetisa (me confesso)



Eu poetisa me confesso, das horas que no papel escrevo e até de mim me esqueço, na solidão mais íntima eu me cerro, é porem um refúgio vão,
pois que não tarda então , incandescente ou parde, a vida alheia a dizer-me que erro...
Poetar, imaginar que a maior solidão é a de pensar, de estar só por vezes até prazer se tira, toda a verdade é feita de mentira, estar é somente uma miragem de não estar...
Nada do que existe está, tudo no mundo gira...
Confesso, que da minha secretária imaginária, traço a traço, um poema imerge e logo o pensamento fica estaziado, desse sonho por mim escrito a mulher(realiza), quanta da minha abstração se concretiza.
Confesso a vós, que trago o meu pensamento prenho e a minha vontade (prenha) de transes de consciência inconsciênte, que meus pensamentos trago por vezes amassados de imprudência.
Pergunto-me, quantas vezes por causa disso, o que eu não sofro(o que não me admira), se a verdade disputu-a à mentira, (espantos, confiança, dor, empenho,amor, repto, ira) fazem parte de mim, poetisa a vós aqui me confesso...
Palavras,(ás palavras) essas centelhas que ao vento arfo e deploro, que na voz dos rios abandono , a melodia da alma clama por mim, (por impotência goro) donde o nojo me rasga e rompe num negro jorro, assim na melancolia eu poetisa me confesso...

* foto retirada da net

Confessa-me Uma Orgia



Orgia,
da cútis a queimar,
De seios e ostra, ao ar...
Na noite ardente, vaginal!
Voga louca, a fenda ogival...
Dominio!
Espraio!
Duro, talo...
Lento, falo...
Confessa...
Confessa-me , uma orgia
Entrou-me (um pénis queria)...
Confessa-me essa tua raça,
Na vírgula da tua ereção!...
Boca com boca, na sucção
Gesto obsceno,
O fruto aberto
Poeta,
Relincho, no veio secreto...
Confessa-te!...
Às minhas pernas,
de meias pretas,
Equador,
no meio das duas gavetas...
Nua e amarela,
pinga pelos canais,
Afundas penadas ogivais,
Confessa...
A tua lingua...
Em mim... proxeneta!
Na oratória, trombeta ...

* foto retirada da net

Erótica!



Mortiça a cor do bafio
Sonhos densos...
Neles,
Boca dúbia,
divaga...
Mover na vertical
Perfilada,
Corre, em mim estranho arrepio...
Baixinho,
minha voz uiva de cio.
Face erótica,
Estagnada!
Cúmplice!
Gesticulando... pára, dócil, pára, rósil...
Lívidos... Os segredos.
Ao mais mole, movimento dos dedos.
Ardentes... nas coxas...
Gredo,
Ópio,
Em duas valsas Roxas...
Rasgam-me,
Como Corvos!
O riso range,
Eu!...
De olhos torvos...
Noite espasmódica,
Clangor de falo triunfal,
Impede o meu repouso
No quarto estreito,
Ouso!
O sangue,
lateja nos ouvidos em fogo!

* foto retirada da net

Elegia Recolhida



Agitação...
esquecer da agitação
Necessidade insatisfeita?

A luta,
no canal se deita
Numa sesta vertical,
Acre fúria, na horizontal...
Relanceio... (na rota sorvida)
Pastosa, no lamber fundida...

Arde-me o olhar,
do que no teu brilha...
Ri-me na boca,
O riso,
que enche a virilha!

Prazer que apazigua
penhor de uma explosão
Ardencia nua!...
Abjecto determinação...

Beijo-te...
o fruto transporta...
Abraço-te num vórtice
Minaz, de ponta a ponta...
(aponta)

Abre-se lenta...
Como uma boceta,
A vieira secreta...
Capricho começa
Ao ardor, de querer, se continua...
Numa fincada de charrua
Rompe a centelha,
Ardente,
A fornalha vermelha...

Na ânsia,
muda-se a promessa
Fausto,
o balanço tropeça
Jorra no oculto
(Mestiça)

Afoga-se, no vulto...

* foto retirada da net

Humano



Quantas,
E quantas, vezes.
Em certas horas baças,
na escuridão,
na calada da noite,
sufocas brados,
Incertezas,
Medos!
Mínimas desgraças...
O coração porque o mordaças?
Porque trazes os outros enganados?
A paixão não se jogas aos dados...
Pode trair-te na ilusão que traças.
Que te importa a verdade dos porquês,
Se te andas a iludir no que és...


* foto retirada da net

Quatro...



Este meu prazer,
No querer (tudo) arrasar!

Duvida crua , no sentar...
Ansia a indigar...
Analisar de,
Negar de,
Propor de,
Imaginar... O aço!
Fecundo a trilhar...
Vermelho estilhaço,
No meu sentar...

Reverdeço,
Reverdeço-me,
Alta, arrogante
Dor do (re)pouso!...
Em, mim, perante...
Por ti, tudo (eu) ouso...
Não em ti obstante ... Humedeço!...
Desatino a direito ... No estreito leito...

No rosseo , de...
Quatro opresso, sem ar...
Consolo e sentar,
Sentar e consolo...

Tu, prazer e arrasar
recomeçar,
(Pele, osso no osso)
Boca tua suga,
(o pescoço)

Urze irrequieta
Caberá, (a consolação,)
Ultima,
Alactruze secreta...

* foto retirada da net

terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Belo Calcado



Belo,
Do mel o favo estala...

Belo,
O teu olhar, que em nada se iguala...

Belo,
Bafo brando, que mareia as searas amarelas...

Belo
Caminho tulmutuoso das centelhas ...

Belo,
O sabor das trevas desabrochadas...

Belo
Despertar constante das rosas exaladas...

* foto retirada da net

Que Te Importam as Palavras?




Sabes,
Há momentos amargos, momentos de sufocar no silêncio, ou numa revolta.
É impura toda mudez, a voz que se cala constatemente.
Recordo-me...
Da vastidão imensa, da firmeza que teus olhos, em mim espelharam, e em toda a tua modestia, quando, mais de uma vez, com a tua frieza perversa, o teu abnegado desamparo simplesmente me derrotou e me venceu.
As noites, que sozinha passei, passadas e repassadas num enredo confuso e desesperativo, uma longa espera, uma interminavel esperança dificil.
A tua infinita mudez traçou meu destino, a mudez esse teu confidente, sempre povoado de sombras, incertezas, quiça fossem dissipadas com o meu possivel regresso...
Sempre estou aquèm de ti, sempre além...
Que te interessa?
Amor?
Talvez... Hipótese de sonho.
Há um silêncio por ti imposto e noutro eu repouso.
Silêncios dissipados, os da liberdade do teu olhar aceso...


* foto retirada da net

O Conflito



Casa vasta,
afogada,
bafo brando da,
Vizinhança que troa,
Cada entoação aqui soa,
Provocão!...
(minha)

Na ponta aguda duma navalha,
a lingua delas, talha,
Os meus dias
indeferentes,
a minha designação,
de eu ser,
meu perfído prazer!...

Não há o que lhes valha
morrem raizes solitárias,
no súbito rebentar,
Com espanto por igual, distraido e a atentar...


*foto retirada da net

Da Observação...



A memória ,
(tarde branda),
Se senta,
Na minha varanda...

Nela ,
Eu (poeta),
Exprimo calma,
(Em minha plena ruminação)
Sonâmbulamente,
Que cúmplice comunicação.
Em linha recta,
No lisonjo da minha mente...

Quem me escuta?
(quem me ouve, neste enleio profundo)

Tão cheio de luar...
Aqui,
ouvejo-me, confundo.
Moendo, o palavrear!...


* foto retirada da net

Erosão do Sentido




Com olhar a direito, quotidianamente vivo
Em gestos foitos...
Tudo meço,
Tudo sorvo,
Uno, metido, eu peço!...
Ânsia de indagar,
Analisar,
Revoluteo, adunca! ...
Negar!?
É aço de arrasar!...
Ardente que eu vogo,
Quando se apagará?


Frémito na coxa, neblina a trilhar-me...
Greda a latejar... Ah ... La..te...jar...

Aridez,
erguida...
Teimosa...
Desejavel...
Arqueja,
violenta...

Brusco o sopro, o vento!...
Vigoroso! ...
Maduro!...
Lá do fundo ,
... é o eco.


Àlacre, eu peco!...
Macio, o vermelho do canhão...
A ti me entrego ou em ti me atordoo...


Bisonho...
Espasmo... (dor que punja ou obside o nojo)...


* foto retirada da net

Voz Arremessada



O meu silêncio,
Quem será capaz de o entender?
Aos horizontes o abro,
E ao sol,
Este meu sonho amargo...
Não existe sombra capaz,
Não existe alguém que consiga me perverter...

Contradigo-me?
Talvez!?...
Mas a culpa,
Ah... A culpa!...
Não è somente minha!
Não sou eu que sozinha me contradigo,
È a inquietação,
Deste mundo que, à contradição me obriga!...

... e assim cai a luz do meu dia,
tudo o que em mim é,
Pura nostalgia,
Que em mim se liberta...

segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Lésbia Afã



Lésbia,
Que nada sabes além de atrevimentos,
Sentenças imaturas
Emitidas na imprudência das tuas aventuras...

Lésbia,
Quando me tocas envergonhada
Desvario meu na hora de rasgar
Deliciosamente... na hora gozar...

Lésbia,
Para além de só eu,
Para além de tu só,
Tua pele na minha
Tua boca que a tinha...

Lésbia,
Fatal e malsã
Discreta,
Afã...
Irmana... Ligeireza...
Depudurada,
Na soez esperta...

Lésbia que és... (tão sensualmente, és só minha)

Mão...



* foto retirada da net

terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Nitídez



Nupcial,
É ser sexual.

Esplendoroso,
É o gozo.

Ogival,
É um anal.

Louca,
É a boca.

Pecado,
É um trago.

Impuro,
É o mais puro.




* foto retirada da net

domingo, 23 de Novembro de 2008

Desejo Esparzo



Mesmo sem te conhecer,
Eu te descobri em tudo e no tudo te quis!...
Desejei...
Suspirando numa sensualidade esparsa...
No simples acaso no olhamos,
O beijo propositado,
Onde nos incendiamos...

Recolhe-me nas narinas o teu cheiro...
A tua boca no meu peito...
De ti todo em mim...
Embebe-me completa e indelevelmente ao ponto de contigo me fundir e em ti eu me devasso...

Entusiasmo voraz... num gorjeio, na tua boca fresca onde fomos infinitamente felizes...

O paladar, delicado, é como morder um pessego com os lábios ...

O entusiasmo ardente,
O teu junco flexível,
Haste de feno,
Nas minhas folhas coado,
Num...
Tremente lago debruçado...
A chama esperta,
Extenso caudal, limite em que, ofegante, eu me esparzo...


*foto retirada da net

sábado, 22 de Novembro de 2008

O Corvo



O politico é como um corvo , sempre pausado e maquinal!
Por entre becos e travessas de risos, intrigas, maledicências, fúrias, imprecações de comícios justos e injustos, de bico agressivo, olhar sempre torvo de solene aspecto clerical, em tom durissimo quando por vezes crocita se alguém do povo o irrita, e curvado no parlamento de tudo faz pra parecer racional...


*foto retirada da net

sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Alentejo... Meu Alentejo...



Refugio-me sempre no meu Alentejo, no meu mundo de pensamentos numa planicie de palavras, extensas e imensas como os campos altivos do meu querido Alentejo, é para lá que fujo quando a saudade chega, é nesse mundo que respiro e sempre me refaço.

Tão forte é o pensamento que sinto ser possível abraçar-te, Alentejo no meu silêncio como a brisa ardente que me extasia numa longa caminhada...
Alentejo... Alentejo...
As gietas cor de oiro resumem a paisagem, as piteiras cor de bronze, os espaços onde gemem charnecas, onde o vento levanta poeira...
Montados e olivais, cadentes searas, o pasto a perder de vista por onde se perdem os rouxinois e balem chocalhos...
Nos sobreirais, esfolam-se os sobreiros à machada numa tarefa ardilmente rigorosa e estupidamente brutal!
Ardo no poente em chamas, no abandono de um ninho que espera a ave ausente, é como se a mim me confidência-se esta real melâncolia...
Penso…
Vejo- me em ti e invade-me uma vontade imensa de sair correndo pelos teus antigos trigais que guardo na memória, da infância de outras eras...
Encarnado Papoila cor de chaga... e no Alentejo a solidão na distância nos meus olhos rasgada...
As paredes ofuscam, pintadas de azul, azul Alentejo, que no badalar do meio-dia sangram ardentemente debaixo do sol que esbraseia...
Sangro por vezes com elas, nas minhas palavras, nos meus dedos lentos e vagarosos onde a paz sugere a contraditória , aquela paz firme do voo das cegonhas, a paz despreocupada do canto da cotovia...
Branda brisa a poente no horizonte , que os coentros e salsa despenteia, silência continuamente latejando como um surdo rumor num escaldante sol abrasador..
Meu amado Alentejo, em ti não há espaço nem tempo, não há tempo sem espaço, o espaço é ilimitado e o tempo aqui, cabe na eternidade de único momento...


*foto retirada da net

Opaca



E,
Ágil... é em (ti) infinito.
Na mais ampla imaginação,
(Ah...)
Sussurante... (de) fecunda seiva!
De (suas) dunas exilado!

Poisando ... (como) gaivota num mastro!
É (tua) sorte, morfina de macho...
(Na...)
Concha irizada,
Caudelosa,
De musgo (és ) consumido...
(Re)nasces na vulva...
Como Homem!

(E)
Tudo é ardendemente t(meu)!
Numa levada, que me acende e me consome,
Num largo freixo que é m(teu)!

*foto retirada da net

A Sedução...



Numa boca entreaberta o que seduz é a sensualidade da oferta...

*foto retirada da net

Ilusão...



Apelo singelo onde me rendo,
Rio abaixo, num eco profundo,
Arrepio acendo...

Mato escuro tua boca queimava,
Uiva a tua cisma ruiva...

O teu olhar cheira vinho,
Nele se refresca a minha boca um só instante...

Numa sede funda entorpece-me aprofunda,
Enleante agreste e fecunda.
Abre-se disperso meu chão...

Cala-te, imaginação!

*foto retirada da net

quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

É Outono em Mim...



Entre aquilo que eu sou e que eu quero, existe uma enorma distancia magoada.
Me lembro...
Que me lembras o secreto silêncio, uma alvorada e no entanto nada mais é inocente,
que o meu sorriso na vaidade de te imaginar...
Nada mais é convincente, quando o sol desponta na placidez dessa minha madrugada...
Deixei-te lá atraz, hirto no tempo num poema, numa rima clássica transcrito em muitas palavras, como se fosse possivel existirem palavras para te descrever .
Seria como te limitar, em mim tu és ilimitado e em cada momento és a minha eternidade...
Com mansa voz me iludo de tristeza, são iras que aos poucos em matam no gume da crueza.
E aqui estou dentro do tempo, ao tempo acorrentada , aqui estou eu sofredora e apaixonada á volta, onde me espia a decisão em momentos de fero embaraço e muita desilusão...



*foto retirada da net

Atitude



Disparo a flecha...
(em cada perigosa interrogação)

São barreiras que subo,
Sebes que derrubo,
(vem sempre recíproca alheia curiosidade)...

Plácidas como nuvens...
Pairam,
Escutam a respeito , o meu sólido passo,
Quiça... (Aspirando amplas perspectivas)...

Palavras,
(Que por vezes as deixo expressas e entendidas no seu mero olhar)



*foto retirada da net

quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Vertigío



Superlativo é o erotismo,
Arte táctil das mãos, tantas e tantas contradições.
Tenso, eruptivo é o meu lado masculino, real em transe germina por perto, ronda-me perto o acerto incerto!
Aurífero furor do meu outro lado felino, relance e aventura, uniforme na minha lucidez mais pura...

Neste mundo somos todos intimamente articulados pelo mesmo, o erotismo...
E pena que o mundo em absurdas convenções, devassas ilusões , preconceitos estreitos, cultive milhões em falsos defeitos...


*foto retirada da net

segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Iridescente...


Odor espesso...
Forte!...
Suspenso!
No baixo âmbito, no estar...
Atraindo a saliência,
Tropegamente,
Tropeças, nas nuas luas...
Caiu-me... Aqui... Nas tuas!...
Mar adentro, indo;

Està escuro e está denso.
Uma esfera te espera,
Tumúlto adentro...
Reentrâncias nos teus dentes...
A lingua, entrando quente.
Profunda , madura, na cavidade...
Para fundamente penetrar,
Assim... de...va...gar...
Tropega tensão,
Veloz, em força volunptuosamente,
Ah!... Por fora e,
Torrencialmente!...
Apelo vago e mudo ,
Ora subindo ora descendo,
Intenso,
Tenso ,
Distenso,
Curvo,
Vertical,
Inclinado,
Horizontal
Dentro!..
Erva quente... Na revelação salgada,
No almejo ardente,
Cardial !
Distende-se repressiva energia,
Obscura e grave, na côncava clitorial ...



*foto retirada da net

Morreram-me as Palavras


Morreram-me as palavras,
Perdição da cabeça denominada forte,
Dura e fechada á superficíe oculta.
Som informe,
Convulsa na tarde grave canta,
È já crespuscular o morto som ao mundo.
Minha perdição, ansioso dominío imenso.
Desnecessária é a legenda,
Tão forte é a imagem, tal é a litania do seu dominío.
A noção latente duma falta latente,
Chora,
Chora,
Chora,
Um atordoamento fulminante,
Eco remoto eco ... ( Morreram-me as palavras)
A letra incauta,
Letras vertentes, rumores aquosos,
insonoros,
Que a minha noite desagreda, o luto espreita ,
Esperança ciosa que ofega ...
Para o silêncio,
Tende a boca,
Ouvejo-te, como, de tanto pensar-te,
Ver-te e ouvir-te na minha cabeça,
A fala rejeita.
( Morreram-me as palavras )...
Desfaz-se feroz o coração,
A certeza , rápida e lenta,
Cismar de olhos no chão,
Recolhem as letras, dispersas ...
Pouco a pouco... Apagando...
Morrem as palavras!



*foto retirada da net

domingo, 16 de Novembro de 2008

Efeito da Borboleta


O espaço é o tempo demonstrando!
Parte latente ainda virtual, tempo é fulminação atraz e rapidez lentíssima.
Percepção gradual de não sei que movimento...
Sábio é quem o entende, esperto é quem o utiliza.
Poucas pessoas compreendem os ritmo da vida melhor do que a Mulher.
A mulher vive toda a sua vida pelo ciclo.
Está em ciclo com a vida, sempre!
São mais capazes de o seguir que os homens, os homens querem empurrar, puxar, resistir e orientar a vida.
Na Mulher os ouvidos escutam, os olhos contemplam e o ar treme...
A Mulher molda-se, para gerar harmonia.
Em direcções translatas, em translações incertas e irregulares...
... A Mulher, ouve a melodia das flores ao vento...
Vê a beleza do invisível, sente o puxão, empurrão e o impulso da vida.
Ela sabe quando é tempo, tempo de correr e tempo de descansar.
Tempo de ir tempo de rir, tempo de chorar, tempo de reter e tempo de deixar ir...

In " Crónicas & Pensamentos do Velho Passado "

*foto retirada da net

sábado, 15 de Novembro de 2008

Saliências



Os sentidos, qual é o sentido?
Dois são pendentes , e um sentido...

Estava alto e tenso, o orgão vivo,
O estimulo inflecte nas minhas mãos!...

Havia a boca que o tinha... Devastador...
Todo o organismo, neutro vago tremor !

Em ti há chamas em... Num estrídulo duro.
Tumefacção da boca, que tem na boca, tem, na língua da boca...


Latente, que bate, na fronte, em frente , tua frente louca!
É na boca, á atraz, é na lingua, é atraz, voz que suspira, rouca...

Torrente impetusoa, incandescente , extrema tensão!...
Na exausta haste erecta... Secreta fascinação...

*foto retirada da net

Sentimentos Num Mar Doravante

Nitidez perturbante , somovente e vesperina,
Queima-me como um desvario em chama!
Fogo alto e violento,
Suor precepitado na explosão germinal.
Estrangulamento!
Deflagra no momento! Concentram-se!
Expande-se!... O nó cego!...
No membro o brilho lento... Arde!...
Em óleo transparente, numa transparencia vegetal.
Flexão das articulações, aperta-me com força contra as paredes da respiração
Ansiosa... Ofegante...
Vibração dos nervos,
Densa espessura,
Começa aí... Por dentro!...
Corda de servos... Obsessão centrípeta.
Escura!
Avidez correndo apressada...
Exaltação devastada...
Nas hastes vivas centrais...
Intensas!... Extensas!... Intensas!...
É cegueira , multipla, inumera, imensa...
Trabalho-te nas entranhas, os sextos sentidos...
De dentro para fora: de mim em ti...
Tu ergues-te e... Estás cego!... Na fronte, a tremer, a vibrar!

sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

A Quimera Desilusão



Estou novamente com o silêncio, o meu velho companheiro…

Existem palavras que podíamos ter dito ou vivido.
Tanto que poderia acontecido, mas nunca nos aconteceu…

( a minha presença em ti eu sinto que já morreu )

Gestos, murmúrios, silêncios que pertenciam à imaginação poderiam ser nua realidade.
E no entanto , imensamente tanto, tanto ainda assim nos aconteceu, e o meu olhar em ti se quis e tanto se perdeu...
São ainda assim as memórias serenas, que a minha mente religiosamente resguarda, esconde do teu olhar, indiferente, que não sabe o quanto a indiferença me magoa e faz chorar...

As tuas desculpas são noites frias, são pétalas da minha paixão a morrer, no teu infinito onde nunca te encontrei, mas simplesmente me perdi...
O silêncio da tua boca entorna rosas...
Que de tanto as desfolhar, a esperança desfalaceu totalmente em mim...

Os Sextos Sentidos


Leão intenso,
Furor que em mim descansa,
Extenuado, após...
Toda a tarde, esteve de estival em mim pendurado!...
Estrìludamente,
Um hálito envolvente da febre e desejo,
O suor que relincha pelos corpos exaustos,
Despenteia os cabelos lìmpidos,
Evolam-se os matos crestados ...
O chão abre-se perplexo,
Num horto fecundo,
Num sonho de sexo.
Lá fora zune o vento...
Zune... Lento, zune cinzento...
Regato turvo de espaço ocioso,
Onde tu...
Uivas... Uivas como um lobo ao vento!
Na vastidão contrita
Os esqueletos inertes!
Moinho erecto, moinho inquieto!
Teu sexo esperguiças em fonte murmurante...
Onde vais?

( minha memória de olhar enganador )
( Lábios estreitos e incontendidas sedes )

quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Cambicho!



Buril aberto, sibilante nosso deserto...
Abismo e reminiscência,
Lenta!
Lassa!
Carnal!
Num bailoçar doce de quadris sensuais, entre a carne vermelha do pimento maduro...

Ah(sussurro)!...

Latindo e vindo...
Num gorjeio de cisne, efémero e salino...

Olhar-te no teu vir... Olhar-te é ir...
Sem destino, onde tu chegas!...
Aqui me tens, nua como tu!
Húmida e oblíqua, como tu!

Num lume vasto e penetrante, e...
Simultâneamente...
Rangente redil de ponta aguçada, mareada...
Espraia-se a àgua trasbordantemente,
Na vulva mergulhada!

Sou uma Menina- Dueto com a Poetisa Karla Bardanza


Eu me desprendo de mim
E vou por ai, pelas esquinas,
Tão doce e tão menina
Jogando músicas e jasmins.

Deito no horizonte cheio
De mar e salto o infinito
Num grito de alegria.

Rasgo fantasias,perco
As linhas do destino
Na beleza abisssal do
Instante, atravesso luares
E explodo em mil borboletas
Pelo ares.

Rosal de flores liláses,
E no bico de um pardalinho,
Minha voz se fez gorjeio de ninho...
Doce menina frágil e pequenina,
Sonho magia e dedinhos delicados...
Múrmurios numa alada canção de pecados!...

Borboleta, ou Beija-flor?
Qual a menina que escolhes meu doce amor!?
Beija-Flor, beija-te alegre a menina...
Quebra fantasias... Rasga alegrias...

Vibração aos céus, imploro o amor de um Deus
Trespassando luares, naveganto os sete mares...
Explode a libelinha, fragil e menininha,
Pelos ares...

LuísaMargaridaRap & Karla Bardanza

segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Rubras são as Horas


Esperei por ti na noite que vinha pousando assim devagar, o seu luar desceu em mim, numa lânguida amargura, num vasto espaço que é somente a minha loucura.
Esperei pelas tuas palavras, pela tua lembrança, fechei minhas pálpebras e em segredo mantive uma doce esperança, que te tocaria aquilo que sobrou de mim em ti...
Mas a noite por vezes divide-se, em mil estilhaços laços entre a memória e a realidade, são febres amor, ansias, pétalas de, da mais pura ansiedade, e embora passageira traz com ela toda a mágoa do Outono, do meu Outono onde pela ultima vez me chamaste, me confidenciaste, que era o ser mais bonito que já tinhas encontrado em toda a tua vida...
Baixinho, na alma da minha alma, abro as folhas devagarinho, já gastas ... São páginas e páginas de um grande amor, o meu por ti.
Nada se compara contigo, nem nada se compara com o que sinto por ti meu amor e tudo o que me podes oferecer, somente terás pra me dizer, pálidas sedas nas tuas memórias a arder, lá longe no horizonte das tuas esquecidas madrugadas...
Esperei meu amor, até ao desmaio da ultima aurora, que triste saudade a que senti no infinto, naquela hora...
Uma vida assim entregue ao amor merece ser calma e tranquila, só a merece quem por uma rosa a troca, com Amor...

domingo, 9 de Novembro de 2008

Refluxo


(foto retirada da net)

Erótica é a alma,
espelho frio de uma concha de mitos ,
na sua inesgotável ânsia,
feita de muros e de grades ,
que só se vence no desprezo vertical,
na teimosia vertical,
em anais violentos.
Lúcida tento ser,
mesmo quando me impelem cio ou o exagero,
Vermelha... Flue-me e reflue-me,
no sangue o vácuo tentador onde de novo corro e me perco num lume fecundo,
sempre em expansão, onde me ouso sem remorsos nem arrependimento...

Lembrar de Ti...



Ainda que possas algum dia pressupor, que a distância e a ausência que nos aparta levam de mim o aroma de tudo o que já partilhámos, digo-te meu amor, amo-te com exagero, intensidade, ternura, paixão...
Amei-te de corpo e alma.
Amar-te-ei... até me esgotar em loucura ...
Amar-te-ei no teu silêncio, na tua ausencia, na tua indiferença, no desespero, onde esgotei as minhas palavras...
Sabes porquê?
Porque há momentos em que as palavras não chegam? Alturas há para as quais palavras de amor eterno não bastam.
Ainda que penses que as minhas palavras em certos momentos ensaiam acenos e despedidas… continuo aqui, serenamente, à tua espera, sempre esperando apenas e só por ti...
Ainda que tu , não presente, consigo queimar-me no doce sussurro da tua voz a cada madrugada, recordando amor, que sempre fui tua, mesmo muitos séculos antes de te amar...
Que estas cálidas palavras que te toquem meu amor, como eu não posso tocar-te, pequenas letras que tu vejas como eu não posso ver-te, frases que te amem como eu não posso amar-te...

Beijo,

Luisa

Pardo Cobalto


(foto retirada da net)

Da negação do fruto suculento,
Move-se um rio,
Meu lobo espanto!
Rola estuante no fértil fio...

Movem-se as ondas persuasivas, ou sacudidas,
Que te agitam!

Assim ao sabor delas...
Cais flutuante,
Gemente, alvorada incipiente!...

Move-se sobre ele,
Mais fundo, com o que temo ou desejo,
Mais lá...

Na clarificação de medos e enigmas,
Inquietações ou,
Profundos paradigmas...

Interrogativos espantos,
Brotam da vela plácida e nacarina
Suados e salinos

A seiva a derramar...
Molecular,
Obsidiante,
Cobrindo teu chão
Trasbordar do meu halo...

sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Imperial Oferta


(foto retirada da net)


Demoníaca ou desdenhosa minha boca faminta!...
Prece...
O clima metafísico, odor que embriaga, toque afrodisíaco...
No meu olhar o convite ao deleite prazer,
Flutuar no caminhar, entre o maço e...
Ardores!...
Doces, quentes e ardentes!...
Gemidos e prazer... Prazer e gemidos... Gemidos e prazer...
As nossas bocas juntas...
Suadas...
Embranquecidas!...
Audácia nos velúdos, que dentro se abrem em mim...
Flor de agreste cardo, quando dentro se mete...
Entre seis sacadas ou sete ...

Loucura Suspirada - Dueto II com o Poeta Jaber


Livre, sim...livres
Se ao menos a tua loucura
Fosse do tamanho da minha,
Em falésias de risco sem cálculo,
Estrela polar
Fénix de mil fogueiras.
Sempre fria...
Nunca morna.
Sempre quente...
Nunca morna.
Mas sempre, sempre livre.

Livre, nas asas de uma andorinha...
Loucura, quem a fez minha?
Fénix de mil clareiras ao Luar...
Quimera e Fantasia... Em mim tilintar!

No alto, erguida nos espaços,
Livre como águia na subida...
Até sair de mim, Livre, assim pela vida...

...Se loucura se pode chamar á liberdade...

Liberdade!


( foto retirada da net)

Eu não vou decepcionar-te,
Nem vou desistir de ti,
Quero ficar contigo!
Longe vão os tempos...
Em que eu era jovem, menina e inocente...
E no fundo era o suficiente para mim !...

Um rosto bonito,
Roupas...
Diamantes ou Opalas gigantes,
Imagens, mentiras ou miragens
Promessa ou uma trela !
Uma grande casa ...
Não fazem de mim o que queres para ti...


Chegou a hora de te dizer,
Deus sabe que eu não queria mas tem que ser
Existe algo bem dentro de mim...
Há outra pessoa que eu tenho que ser...
Outra que eu quase esqueci de ser...

Eu não te pertenço a ti!
Nem tu me pertences a mim!...

Liberdade!...
Tens que dar para alcansares o que queres...
Liberdade!...
Erros meu amor, foram criados para perdurar...
À minha liberdade vou agarrar-me,
Pode até ser o que tu não queres de mim...
Mas é assim que vai acontecer!...
Ganhei o meu próprio perfil,
É assim que irei viver!...

Livre!

quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Arte de Políticar

A verdade e a política nunca se diluem, nem nunca poderiam diluir simplesmente porque a política é uma arte, a arte de dizer somente o que precisa de ser dito e , de o dizer da forma devida, para que se possa alcansar o objectivo desejado.
Claro que nem toda a política é má, mas a arte de fazer política é uma arte prática, sabe com grande certeza a psicologia da maior parte das pessoas, concluindo que essa mesma maioria actua por interesse próprio, logo a política é a forma como os políticos nos tentam convencer de que o nosso interesse é o deles...

sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Velhinhas Memórias em Pedaços... Dueto com a Poetisa Vóny Ferreira


(foto retirada da net)


Sinto os passos da Morte em cadência,
Lânguida tortura... Ah, minha demência!...
A vida, é um tédio profundo no meu viver,
A palidez e o tempo, tacteiam-me a tremer...

Espreita-me a morte, e eu fujo das suas garras,
Pungentes são os dias em que carrego a cruz!
À noite entre lágrimas pincelo o passado de luz
Subjugo o meu coração farto de sombras e mágoas!

Velhinha, neste meu leito, mudo a sofrer!...
Aos fascículos, sinto que estou a morrer...
Minhas historias , foram memorias e enredos,
Recordações... No toque suave dos meus dedos...


Lembrar-se-ao os que amei que já fui uma flor?
A aurora esbatida a beijar as ondas do mar?
Lembrar-se-ão os que amei, que já fui jovem
Que tudo fiz, para que tivessem uma vida melhor?

Meu olhar ignorado ... Estático!
Onde bailam meus últimos sentidos...
Erguendo as mãos, em gestos recolhidos...
A morte é o fim!... (silêncio enigmático!)

É fim do que fui mas nunca da minha alma
Essa invadirá por certos a espuma da memória
A velhice e a dor, podem apodrecer o meu corpo
Mas nunca deturparão a minha verdadeira história!




+Este poema foi escrito em dueto com a Poetisa Vóny Ferreiro e é dedicado á Terceira Idade, naquela fase em que a Alma inicia a passagem para a Outra margem...

segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Reflexão


Nunca jamais uma inquietação de metafísicos tormentos a mente me consome, ou os pensamentos .
Se me interrogo, é com curiosidade...
Sei o pouco que sou e isso me é bastante para sentir-me arrogante e de mim não ter dó , nos meus impulsos de poetisa gigante, em minha consciência de mulher só...
As mentiras transcendentes esvaziei-as.
A angustia reduzi-a à minha mera, irrecusável, filosofia...
As verdades mais terríveis não são feias para quem as encara com resolução clara e inteligência fria...
A vida é vida apenas , nem moral , nem imoral . Nem precisam de foral as açucenas, nem os roxinóis de distinguir o bem do mal...

Princesa do Além !...




Sou o vento que roça os cabelos da esperança...
O sol que te aquece o corpo
A chuva que no teu rosto dança...
O aroma das flores e toda a sua fragrância...

Sou a mente, em teu coração aberto...
Um oasis no teu mais profundo deserto...
O fruto proibido!
Sou teu Bem e o teu Mal!
A consciência , O pecado original!

Sou a princesa do Além... Jovial!...
Rainha... Pura energia sexual!...
Que Amorosamente... Abertamente...
Escandalosamente... Apaixonadamente...
Romanticamente... Descaradamente...
E sou sensual frequentemente!...

sábado, 25 de Outubro de 2008

Portalegre Minha Cidade


Portalegre minha cidade, aquela que o sol claro no Inverno por vezes entenebrece, nasceu um dia dentre Serras de Xisto e granito, separados afloramentos de Quartzitos, entre densos coutos e olivais...
Numa beleza sem igual, Portalegre minha cidade existem casas do tempo feudal com janelas cheias de sol nas vidraças, onde moram gentas boas e cheias de graças.
Portalegre é a cidade que me viu crescer, em suas ruelas um dia, vi-me percorrer caminhos e trilhos , num momento de graça divina elegantemente, porte fina despertou em mim, a volunptuosa Sé...
Cidade Alentejana de mil requintes, airosas calçadas, primordiosas de saber, aquando percorridas naquelas tardes quentes, ardentes de Verão, onde sinto o coração das pedras a bater...
Bonitas frontarias, arcadas de granito, descendo a rua Direito até ao Jardim do Infinito...
Por ti, minha cidade, um dia o Régio tal como eu se apaixonou, morou em ti e num dos teus belos solares habitou e para sempre seu Cristo lá nós deixou...
O verde dos teus campos é dominante, a Serra íngreme que rompe horizonte, por vezes tempestuosa, que nas noites quentes fica linda, toda luminosa...
Numa aguarela o criador se debruçou, desceu a encosta, colinas fora, e uma linda cidade é hoje pérolas que Cristo um dia chorou...

sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Magnólia Aberta! Dueto com o Poeta Jaber

(foto retirada da net)
A Norte de ti... No bater das asas a ilusão.
Voando, mais alto do que águias pelo ar...
Harmonia, pálpebras escondidas á beira-mar.
Flor de sonho, amor de sempre...
O norte de ti que me inspira
aponta atalhos.
Em cálidos desejos, sigo, rumo ao teu sul...

O Sul, regiões imaginárias,
Alentejanas... Extraordinárias!
Aquele te inspira, a norte de mim!...
Silêncio!...
Deixa-te vogar, suavemente...
Cai noite, nos longes de onde eu vim!...
Nas planicies do teu longe,
Corpos lambidos pela lua...
Entro na tua noite,
Esporeio éguas no teu sangue.
Vago e incompleto, na noite é o cegar!
Ansia de procurar sem poder encontrar...
Nossas mãos escrevendo, finissimas rimas quietas,
versos e cravos, nos amplos horizontes de Poetas...
Pra lá dos astros da noite e do luar...

...Tactear, ouvir, cheirar...
E por fim encontrar
E nesse abraço de rimas
Compostas de noite e luar
Rosas malmequeres e cravos,
O teu corpo enfim, amar...

quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Olaia

(foto retirada da net)
O cio é uma fera,
Rasga a amêndoa capitosa,
No ventre onde ninguém a vê descer, aqui...
Assim, devagarinho bem no centro de mim!
Erguido e alto, segurelha que arromba cadência!
Ah... Amar e mais amar...
Há-de vir em doida ardência!
Sofrego amante, queima meu fragil corpo num fixar, num pequeno instante...
Ah... Loucura triunfante ,
Tropel em cavalgada, abrolho mirante!...
Gritar convulso , urze e deleite!...
Deu-me de beber,
Sementes de Alcairavia no brotar do leite...
Abre em violência, o eco dum eco,
Espasmo que em ti se desprendeu!...

segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

69


Sessenta e nove vezes sessenta e nove...
Nunca se consuma de forma igual!
Sessenta e nove... Cheira a âmbar, baunilha e a mel,
Doido anseio... É mais que fantasia sexual!
Sessenta e nove... Morder frutos em mistos prazeres...
Sessenta e nove... Alabastro forte num astro só!
Vaga roubada no secreto nó ...
Sessenta e nove... lambida e exprimida... Paixão lasciva!
Meu nariz... Sessenta e nove... Sessenta e nove... Teu nariz mergulhado em sabores repletos de gotas e de cheiros molhados... Safados!...
69... O número, a lingua ou idade?!...
Pés nus... Minha selvagem vontade...
Sessenta e nove... no vacúo da esfera, no teu arrulho...
Tua boca, na minha coxa... Sessenta e nove vicío de ostra!...

Acerca deste Amor

( foto retirada da net)
Como é que pudeste de mim partir?
Pergunto eu em muitos instantes e refluxos.
Mais de um ano passou como nuvem que se esfumou pelos clarões das auroras.
Foram noites que se viveram, dias de uma longa espera, muitas manhâs de angustia, esperança, tristeza, incertezas, indiferença, alguma raiva e dor, sobretudo de uma angustiante e profunda dor. Sentimentos que foram desfilando neste palco onde um dia nos articulamos...
É sobre sonhos e promessas que se constroem dia após dias, em gestos repetidos, a solidão da minha inerte e inextenguível agonia.
Soaram meus gritos de amor pelo espaço, mágoas que pelo mundo toda a gente ainda as sente.A minha Mágoa, esse profundo sentimento altivo é uma dor constante porventura, onde a Alma vai gemendo comovidas agonias, convulsões milimétricamente sombrias sentindo-me trágica, doente num choro constante, penitente.Chaga que marcará meu coração eternamente...
A lembrança de um outro Setembro, que permenecerá, como uma estrela numa noite profunda e escura, em pequenos fraguementos desprendidos da minha realidade enjeitada, onde habito e respiro desde a tua partida...
Aquilo que ficou foi tão somente uma sombra, com o teu sorriso, com o teu suspiro, o teu cheiro subindo nos meus lábios a florir...
Foi num noutro Setembro, que atravessei caminhos , bosques e matas com toda a minha liberdade e pureza, a pureza sublime de uma mulher apaixonada, amando totalmente e completamente um homem que nunca pode possuir fisicamente...
A minha unica plenitude e felicidade residiam e residem apenas em saber que o me liga a ti é o poder inagualável junto da minha mente, e mesmo longe de ti, consigo alcansar a tua voz o teu rosto e que mesmo sem uma unica noticia tua, continuo a amar-te como sempre... Profundamente...

sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Numa Tela de Sonho

( foto retirada da net)
Desgrenhado o vento norte que passa, não sentes?
Suave embalo, nesta tarde doidamente...
Ofuscante luz, sol abrasador que me faz desfolhar na minha frágil memória, os doces momentos em que o teu amor por mim rouquejava, bramia...
E numa tela de sonho ao longe, no horizonte se ouvia!...
Suspenso num clamor, naquele teu abraço...
Horas calmas, estas, suaves centelhas de recordações dissolvidas nos aromas campestres meu Alentejo, no pico do Verão...
Uma nuvem que arrasta no horizonte o vento para norte e nestes brevissímos instantes ponho-me a pensar, nesta presente hora o rútilo cismar...
...Teus beijos Amor, entontecida, nesse tão ardente recordar... O tempo, é somente uma cantilena de onde se desprendem gestos do sonho pelo ar...

quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Uns Leves Passos!...

(foto retirada da net)
E parece que foi ontem...
Percorro pela noite as ruas vazias, iluminadas pela luz fervente e invertida , o fervilhar da tua palavra fácil, sempre tão alegre, a tua boca sôfrega e jocosa...
Meus risos estridentes abafam-se no murmurar das nossas palavras, no sossego da tua sombra onde por instantes contemplo os teus gestos leves e lânguidos...
Devagarinho...
Voltando a minha face, continuo caminhando por este silêncio que me leva a ti...
E aqui, estou eu...
Na minha cama sozinha ecoa o pungir profundo, o silêncio, e não fossem as tuas palavras gravadas a oiro na minha memória constantemente, tremendas e inesquecíveis que me trespassam a mente como relâmpago que poisa na minha a tua boca apaixonadamente...

quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Judeu Errante

(foto retirada da net)

Era uma vez na história de uma pessoa feliz...
Felicidade foi há muito muito tempo e agora parece que está de ti tão distante.
Não culpes os outros, não culpes a vida, não culpes Deus e nem o Diabo!
Toda a tristeza que sentes neste momento é da tua inteira responsabilidade.
Tu criaste uma distancia cósmica entre nós e uma outra distancia abismal entre ti e o resto do mundo.
Deixaste de ouvir, de me ouvir, de escutar a voz que sempre te acolhia, que sempre te amou, a mesma voz meiga que te alimentava e foi o teu ungento milagroso que curava todas as tuas dores passadas e feridas em carne viva.

O Vida também fala sabias ?
Na chuva quando caí, no sol que brilha e que te aquece nos culmiar dos dias, na sombra das árvores, na brisa suave do vento...
E tu, simplesmente preferes calar a falar, preferes disfarçar a enfrentar, preferes a boa educação à franqueza, preferes simplesmente não ouvir e não sentir o ciclo da vida.
Não é um defeito viver e pensar assim, é uma opção de vida, é apenas a tua escolha, foi esse o caminho que seguistes.
Olha para dentro de ti próprio e questiona...
Todos os sinais já te foram transmitidos, está na hora de agir e fazer marcha ré , não deixes passar o tempo, não tenhas medo, deixa que a plenitude entre na tua vida.
Plenitude é uma arte, a arte de flutuar pelos infintos, de cavalgar galáxias e mundos além fronteiras, é encontrar dentro de ti a tua dimensão.
É talvez a mais sublime de entre todas as artes, a maioria dos artistas a praticam, em especial os escritores.
A tua plenitude poderá não te levar a escrever romances ou tragédias, mas concerteza que te vai ajudar a completares o teu interior, que ao longo da tua vida se transformou num enorme buraco negro.
A nossa memória é fragil e mesmo uma vida inteira é sempre muito breve...
...Cada paixão, cada sonho, sorriso ou lágrima, são apenas pequenas dávidas que fazem parte do nosso infinito património genético.
Não deixes passar o tempo.
Não tenhas medo.
Não percas o trilho original, inverte o percurso do rio, e mudarás o teu era uma vez para sempre...



In " Crónicas & Pensamentos do Velho Passado " Março de 2008

sábado, 4 de Outubro de 2008

Soluços Trágicos dum Momento

(foto retirada da net)
O passado é uma longa espiral de sombras.
O bom percurso não é aquele que nos prende ao que já não existe, mas o que nos deixa avançar, prosseguir ainda que essa caminhada de Luz nos cegue por completo...
Sinto por vezes que estou assistindo aos meus erros e falhas como se fosse uma segunda pessoa e vivesse fora do meu Eu, da minha Alma, abestratamente fora de mim.
Tempo é muito mais do que um relógio;
O tempo é sempre o que queremos fazer dele, tal como o presente, é um presente que nos pode deslumbrar todos os dias;
O futuro será certamente a mistura dos dois .
Futuro é e sempre será o eterno enigma, impossivel de advinhar, impossivel de prever, sempre condicionado pelo nosso presente, como um castelo de cartas que não podemos construir ao contrario...
Eu precisei sempre de imaginar o futuro para viver o meu presente , necessito de sonhos, preciso deles pra viver , para amar, escrever e ser feliz, porque sou como todos os mortais , também desejo muitos e eternos momentos de plena felicidade.
Nós as mulheres alimentamo-nos sempre profundamente do amor...
Vivemos em amor, respiramos amor, com os filhos, com a familia, com os amigos, com a natureza...
Na minha dimensão de Mulher falta um tipo de amor que há séculos exaustamente procuro .
Um amor supremo e incondicional por um Homem ;
Amor forte e muito seguro capaz de me proteger das crueldades e dos ódios ;
Um amor real , ao invés de um amontodado de sonhos em que vivo mergulhada quase desde que me conheço.
Um amor que sei que algures no futuro espera por mim ...


* In " Crónicas & Pensamentos do Velho Passado "

quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Perdeu-se o Amor num Lânguido Escutar

(foto retirada da net)
Apenas vemos aquilo que queremos.
Esta é uma das maiores verdades, por vezes a situação é tão esclarecedora, mas apenas vemos por um prisma, por um só angulo que geralmente é aquele que se enquadra melhor com aquilo que desejamos ou queremos...
Lá fora o tempo passa, há dias que não ponho meus pès lá fora, e depois de 11 dias consegui finalmente sentar-me e começar a escrever, um simples habito diário que nestes dias se tornou impossivel.
Não podia abrir a caixinha que um dia me deu a conhecer um amor tão belo e que agora passado este tempo todo se transformou, numa caixinha de Pandora...
Não sei qual foi a razão, o porquê da tua partida, nem um único adeus , sem uma unica explicação , sem um beijo.
Eu quero entender a razão pela qual partiste, meu coração se estilhaçou em mil estilhaços, mas longe não podes sequer imaginar aquilo que sente a minha Alma.
Medo ou cobardia?
Acredito que existirá um misto dos dois sentimentos, existem em ti atitudes que nem tú sabes explicar. Sabes o medo é o maior inimigo do amor, cada vez que o deixares entrar o medo, nas tuas veias ele irá gelar o teu sangue e paralisar os teus nervos, ficarás transformado, tal e qual uma estatua de sal e morrerás por dentro. A seguir fugirás como sempre fugiste aos teus problemas, não é a toa que procuravas amor e carinho no mundo, sempre a fugir... Fugir, o guardar pra depois, o teu lado menino vivo que tantas vezes ainda te trai.
Sabes, por vezes deixo a minha mágoa de parte e sinto saudades tuas , apesar desta dor que parece não ter fim, as vezes ainda pego no meu telemovel e recordo as longas horas que conversamos ...
Não sei onde está o teu coração agora, se ainda vivo lá dentro ou se outra mulher ocupou todo espaço onde eu habitei e onde já fui extremamente feliz...
Prefiro não fazer perguntas nem levanto questões, tenho que respeitar a tua partida, respeitar a tua vontade , aceitar !...
Esta é a verdadeira razão porque escrevo, e escrevo porque sinto que deveriam ser endereçadas a ti estas palavras, para o teu endereço mail , ou para a tua morada, mas não posso não me é permitido.
Descobri que sentir mágoa é uma forma sublime de amar, muito nobre e por mais que me sinta magoada, amo-te e sinto-te cá dentro como se nunca tivesses saìdo do meu sangue, corres-me nas veias como um elixir mágico de prazer e felicidade, lembro-me de ti todos os dias, a todas as horas, e em todas as noites ...


Luisa Raposo
In " Crónicas & Pensamentos do Velho Passado "

quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

A Matilha


Solta-se a matilha,
Cães bravos, desgovernados. Eles vêm aí!
Não adianta correr eles vão nos caçar, eles caçam sempre...
Qual trancas qual quê, não existem amarras capaz de deter tamanhos animais, eles são uma força bruta e forçosamente astuta.
Não pensem que eu não os temo, mas de nada adianta o meu medo, eles chegam a nós povo quando querem e bem lhes apetece.
Elas estão a comer-nos a olhos vistos!... Vão devorar-nos!...
Nem são nocturnos, nem diurnos e estão sempre aptos para os actos.
Engalanados, esfomeados, sedentos estão já a comer-nos pelas entranhas...Tudo começou numa linhagem antiga, antes da minha geração ter vingado, a princípio a matilha era organizada.
Os cães danados estiveram amordaçados, hoje são piores que os outros... Os Lobos!
Os Lobos, parentes próximos foram outrora as bestas desta floresta, hoje estão praticamente extintos.

Nas memórias de alguns ainda existe a sombra desses Lobos, outros mesmo , já foram os Lobos...
* foto retirada da net

terça-feira, 30 de Setembro de 2008

No rugir de um homem só...

(foto retirada da net)


Eu estou atráz de ti,
Quando ao acordar acendes o cigarro para matar a ansia do tempo, nas manhãs onde procuras despertar os sentidos.
O simples acto de por os pés no chão e caminhar até a janela, onde com o teu olhar embaciado pelo anos, eu estou atraz de ti e vejo, alcanso pra lá da tua janela onde contemplas a cidade.
É normal ficares alguns momentos por ali, como é normal relembrar o outrora, onde a tua sensibilidade te acompanha sem ter de ficar escondida atraz do escudo que vestes todos os dias, após deixares a tua janela com vista para a tua cidade.
Eu estou atráz de ti,
Quando te olhas no espelho e refletes nele os receios, os medos, as tuas crises patéticas e desapropriadas, como te dizem os que te são mais queridos, porque a idade no fundo espelhasse na imagem e não no espirito, e o teu nunca deixou a juventude.
O rosto vincado pelo vinagre dos anos deixa marcas de acidez e pelos inumeros gritos de ajuda, porque quem te rodeia não percebe que gritas constantemente, que buscas constantemente numa luta diaria e gasta onde imploras ajuda, uma ajuda que nunca chega, nunca chegou porque não te entendem, porque é sempre mais facil condenar ou criticar, porque não vives segundo os padrões de vida deles, porque foges de todas as regras e normas de uma sociedade fechada propria de uma cidade pequena do interior...
Eu estou atráz de ti,
Quando aquele leão se ergue e ruge dentro, fundo em ti e te pede pra correr, desaparecer, nada importa apenas e somente correr...
Aquele leão que trouxestes escondido na tua bagagem quando deixastes a Guerra Colonial, na altura era tão pequeno que ninguém se apercebeu dele, não estranho, porque ainda hoje poucas pessoas dão por ele e as que dão nem sabem ao certo que especie de felino é...
È um macho potente forte a imponente, como são todos os leões.
Caminhas sem destino, pelas ruas, diambulas de cigarro na mão, olhando para o nada na busca do todo, como um leão perdido na savana, na busca pela infancia perdida, da juventude no encontro com a falta de amor que sempre sentistes ao longo da tua vida e que sempre afogastes nos inumeros casos, nas muitas mulheres que conquistaste, para unicamente enganares o enorme buraco negro que habita ainda hoje na tua alma...
Eu estou atraz de ti,
Sempre quando despes á noite o mesmo escudo que te escondeu ao longo do dia, quando voltas a ser tu e te apercebes do abismo que é a tua vida, nas voltas e reviravoltas que dás pela casa, no sofá, na cozinha, exausto acabas na cama, outras perdes os sentidos nem sabes ao certo onde e por aí ficas, a navegar no abismo que a tua vida se transformou, uma numerosa encruzilhada de becos, de portas que se fecharam, outras que fechaste e outras simplesmente porque fugiste ou preferiste ingorar ...
É aí que eu continuo atráz de ti, vejo a dor profunda de um homem que tem tudo mas que nunca se sentiu amado verdadeiramente e nem aceite, milhares de gritos, quanta rebeldia e nunca ninguem te ouviu ...
* In " Crónicas & Pensamentos do Velho Passado "
Luisa Raposo

domingo, 28 de Setembro de 2008

Perfume da Paixão

(foto retirada da net)
Esta paixão que eu vivo, que brotou de ti, e se abriu em mim .
Flor de Lotús, rarissima flor de cetim, numa paixão que me consome, na audição melodiosa quando escuto apenas o teu nome...
Que me transforma e faz sentir, é a vida que me inundou de ti!
Na graça divina no meu ser de Mulher;
Esta Paixão é o meu principio e meu fim... È entrega!
Paixão hamonia, é a minha essência; a minha diluição entre o dentro e o fora.
Pura alquimia, é ampla fantasia, é a minha liberdade, o meu infinito, minha luz, è o pão bendito!
Numa emoção onde em mim perdura eternidade...
È janela, o caminho, é a minha abertura!
È saude!... Plenitude!... Juventude!...
Paixão, é o Eu quero no aqui e no agora!
Presente sempre no meu Presente.
É o melhor da vida, da minha vida!
È sentir-me no céu erguida... Flamejar!...
É canção de amor no Universo, é o meu mundo!
Paixão ardente!
Que me exalta e alevanta!
É Alma, o meu Deus, na Glória è minha Poesia!
O meu nada perfeito!
Centelha e certeza no fundo do meu peito!
O meu eterno perfume, no teu aberto infinito!...
E...
... Quando um dia eu morrer, será apenas um sonho bonito...

sábado, 27 de Setembro de 2008

Mensagem

(foto retirada da net)
Quero estar contigo!



Pegar na tua mão, sentir a tua força, o veludo encrespado dos teus dedos, que escondem inumeros segredos e muitas memórias.


Eu sou hoje uma dessas tuas memórias, uma historia, talvez daqui por algum tempo me torne uma lenda, nas trocas de conversas, que fazes com os teus amigos.


Talvez num tempo ainda distante eu me torne uma deusa de entre todas as mulheres que passaram pela tua vida, pela ternura com que toquei a pele da tua alma.


Foram horas de conversas, dias de encantamento, semanas de paixão, meses de amor...


Audaz como um cavaleiro em velhas lendas, não te recordo, escolhi viver contigo nas minhas veias, no meu sangue, no coração que bateu fortemente algures um dia, junto ao teu...

Estas sempre para sempre aqui!

Perto de mim, vejo-te claramente, naquele sorriso rasgado que tanto perturba a minha mente, o cheiro das tuas palavras...

As carícias vaporosas, escondem-se no silêncio das mãos, serrando os meus olhos e lá estas tu...

... de novo, a assombrar os meus sentidos, com o teu olhar líquido e triste, escondendo o que pensas mas não dizes, e não dizes porque não podes, porque o medo cala-te a voz, essa voz forte e segura onde eu me abriguei das minhas guerras e fugas, a mesma voz que me aqueceu nas frias noites de solidão.

Estou contigo...

... todas as minhas palavras são tuas, foram sempre tuas, o que escrevo e o que penso sempre foi para ti, e mesmo não navegando nos meus poemas ou escutando os meus pensamentos, eu sei que a tua alma me sente...
...sei que sentes quando, em momentos como este eu estou junto de ti...

Com amor,

Luisa

sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Versus!

( foto retirada da net)
Minhas curvas,
Nuas delicias.
Beijos... Volúpias e caricias.
Mais palavras;
Poesia,
Recriar da nossa sinfonia...
Eu pego-te... E entrego-me!
Galopar seguro... O coração.
A hora é louca!
No teu beijo, na minha boca!
Gosto molhado, desejo suado,
Fenda!?... Redondilha!?
Passagem secreta.
Leito estreito, a dimensão penetra.
Mosto quente... Numa cascata, ardente!
Vaivem ofegante,
Eu... Tua amante!
Calor misturado... Sussurrado!
Gosto da marmelda... Extasiar...
Nos braços, madrugada fora... Aconchegar!...

Perda

( foto retirada da net)

Ninguém consegue dominar a perda.
Pelo menos eu não conheço ninguém que o consiga, talvez porque a perda, é um sentimento que não se pode dominar, mas sim ultrapassar.

Talvez eu tenha perdido uma Primavera, mas ganhei um Inverno repleto de noites quentes e encantadoras, onde eu te prendia,com a minha voz doce e terna, que te envolvia como fitas de seda.
Perdi a tua presença, que foi uma constante, um presente que uma noite me trouxe em troca de alguns sonhos, mas vivi um historia de amor inexquecivel, que me acompanhará eternamente.
Perdi o dislumbrar dos teus olhos perdidos no meu olhar meigo e doce...
Perdi o som da tua voz firme, que hoje apenas habita nos ecos perdidos da minha memória.
Perdi-me na distancia e com a distancia.
Perdi no tempo, com o tempo...
Perdi-me nos teus beijos, perdi os teus beijos, perdi-me na tua ausencia, perdi a tua presença, Ganhei o silêncio!
Perdi-te!...

A unica coisa que eu não perdi, foi o amor.

Tu vives no meu coração, e aí nunca te perdi...

terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Meu Alentejo ...


Papoilas vermelhas pelos montes .
Caminhos selvagens ... Maduros !
Água azulada que corre pelas fontes ...

Oiro orgulho que dá o pão ... O trigo!
Alfaia que chora ... Chora comigo !
Ceifeira colhe a hora que passa.
Em hora divina ...
Alentejo do meu Coração ... Estou feliz!
Sou tua Menina!

Meus sonhos , meu Alentejo bonito ...
Os teus braços dentro dos meus abraços ...
Via Lactea fechando o Infinito !
A Seara dos teus beijos … É Pão bendito !

Ao fundo da planicie fica o povoado.
O riacho corre , e mata a sede ao gado,
que no montado está aconchegado...

E eu á tua espera neste Alentejo enorme,
De olhos quietos a observar...
No silêncio da planície a escutar...
Sobreiro mestre que dorme...
Não vais partir ... Eu não vou deixar !

segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Momentos de Outono

(foto retirada da net)
Tempo quente, vibrante ansiedade.
È o Outono que lá vem, está pra chegar.
Vem assim de mansinho, quase sem a gente notar...
Pelas ruas em grande correria louca, soltam-se as folhas, chuva que caí miudinha, mas ainda pouca!...
O vento norte brutalmente impele, o seu rugido forte.
Em lúcida e transparente emoção, os amores perfeitos, nús de seu lilás, esperam despidos a neve que o Inverno traz.
Cálido brinde da mãe natureza, nostalgia solene, sinto na minha alma uma profunda tristeza.
Fechei as palpebras, cansadas de voar, pelos extensos olivais, planicies e eternos matagais. Vagueando, percorrendo enleios, cheios de memórias, a lenga-lenga e velhas histórias, que no Outono nas tardes silêncisosas, me recordam aquela brisa, o cheiro bravo das rosas.
Coração moreno, feito jardim, num luar suavíssimo, onde guardo o cheiro de ti.
Lá fora, na praça um platano envergonhado que se verga ao soluçar, ao rodopio da chuvinha a cassimbar.
Este Outono, chega e vem pra ficar, roubando ás àrvores toda a roupagem.
Nas minhas mãos a lembrança duma Primavera, que me acompanha nesta longa caminhada, nesta minha espera.

quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Memória

(foto retirada da net)
Volta-te ,
diz-me aquilo que agora vês ?
O meu rosto no espelho dos teus sonhos ...
Acredita,eu serei sempre ...
A tua luz ,
Que te guiará eternamente ,
Ajudando-te a escrever a interminavel historia.


A tua historia ...

Escala as estrelas ...
Pede um desejo ...
Alcansa a tua fantasia ...
A minha filosofia .
Sonho derradeiro
ordenada parece inteiro ...
A tua história ... Onde seras aquilo em que acreditarás ...


Em rimas secretas , meus poemas irão fluir ...
Por detras das nuvens deixo-te ir ...
O arco -iris , e a lua fria ...
Num amor que extasia!
Sem segredos
Um novo dia nascerá ...
O amanhâ nunca mais morrerá
Numa historia interminavel ...
Limpida e sem medos ...

terça-feira, 16 de Setembro de 2008

O Beijo Vermelho

(foto retirada da net)
Voz em sussurro...
O dia é macho,
De mastro a pino!
Luxúria, minha prece.
Entrega do sentido!...
O beijo vermelho,
Na ousadia do teu gemido!...
Roça-me nos lábios,
Essa tua polpa grossa,
De pele macia,
A carne saborosa,
De leito rosa.
Que na lingua, enrosca, sacia!
Acidez da fruta, saliva.
Tragos... Doces e amargos!
Brotam do calor,
Da tua carne viva!
O licor,
Minha boca suga...
Secreto nó do teu espamo!
Seguro na lambidela,
Inexperadamente...
Escorrer o sumo desse orgasmo!...

domingo, 14 de Setembro de 2008

Febre Ansiosa!

( foto retirada da net )

Apenas preciso saber que está tudo bem…
Estas lágrimas são por ti…
Teus sorrisos são de alguém…
Alguém que te tem...
Bem longe daqui…
No lugar onde pertenço…
Num lugar que me acolhe…
No sítio onde te penso!


Diz-me baixinho o que sentes.
Faz-me uma confissão, nunca antes feita...
Diz que me amas!
Diz!
Dia após dia… Noite após noite…
Anseio aqui!... Suspiro por ti!...


Não sei o sítio para onde irei.
E mesmo sabendo o que sei,
Sigo em frente,
Vou ao encontro, a tudo aquilo que sonhei...

sábado, 13 de Setembro de 2008

Fazer Amor contigo!

(foto retirada da net)

Os teus lábios me tocaram, estremeci!...
Numa inquetação meu corpo treme,
O nosso olhar se cruza, cedi!
Fúria louca, quero teu sexo em mim!

Coração no sexo geme, grita!
Ou é de ti em mim, ou de mim em ti...
Tua mão trespassa-me pelo corpo,
E o mundo inteiro, pára ali!

Fazer amor contigo,
Baloiçar , desejo ao ser lambido !...
Ensandecido instante faminto,
Quebra todo e qualquer infinito...

A benção da chuva

(foto retirada da net)

A chuva caì lá fora!...Vem ouvir,
Uma... Duas... Mais outra que desceu!...
São perolas doces caídas do céu...
Vem cá fora ouvir a benção da àgua a cair...

Murmurio de alguém que tanto chora.
Um soluço... Um ai desfeito!
Chuva a cair na noite do meu peito!...
Lembrança de um amor que aqui já não mora...

Anseio! Mão abertas! O que na alma trago!?
Dentro, em mim, oiço vozes silenciosas,
Murmurando palavras misericordiosas...
Em meus olhos lágrimas apago...

Oh, chuva que cais dos beirados,
Em estranha melodia...
És murmurio dos meus pecados,
Algures na minha memória fugidia...

terça-feira, 9 de Setembro de 2008

O luto

(foto retirada da net)
E se um dia, a minha alma se vestir de negro,
Tu morres e eu desapareço!
Num facho ardente , na loucura!
Num abismo, num deserto ,
Na noite escura !


E se um dia ,
a minha alma se vestir de preto ,
Exaltarei minhas ansias , no abismo ,
Numa tresloucada febre de egoismo !
Afogar-me-ei pela incapacidade de imergir ,
Tristíssimo nascerá, constante derruir ...


E se um dia ,
Tu fores com ela...
A Morte compadecida .
Rogarei a esse Deus , em quem não creio,
Para por fim à minha vida !...

Lágrimas

(foto retirada da net)



Lágrimas descem sobre mim, como chuva…
Tempestade que teima em perdurar,
A melodia que tortura a gente!
Vento maldoso, que ri do meu louco amar!...

Esta chuva quente, que nunca vai parar,
Golfadas de água, minha voz plangente!
Meu triste fadário, poente de amargura.
Carrasco de maldade, apenas me tortura…

Deixem meu amor morrer e não,
Me digam que não!
Que tudo é, ou foi uma simples ilusão!…


Na minha memoria, aquilo não pode ser,
Tiraram-me o que
Nunca cheguei a ter … Tu!

Quem me dera

(foto retirada da net)
Quem me dera ser Poeta.
Prender em meus versos,
O brilho de uma estrela,
O luar... A brisa da manhã,
O mar e o vento...
Quem me dera ter cá dentro muito a sós,
Saber estrangualar a ira num momento!
Poder calar a tua voz!

À que tortura o pensar, triste lamento...
Que nunca dentro de mim se apaga,
E me arrasta para o fremito duma vaga..
Fustigar infindo, pelo vento...

Alma em oração

(foto retirada da net)
Esta alma ferida, solta-se em pedaços.
Julguei, julgando que me conhecia,
Quebrando estes meus olhos laços...
Caminhando, atraz de mim... e não me via!

Mas neste passo, assim pronta estando,
Vento segue-me indignado, meu Ser despertando.
Numa guerra ímpeta e turbulenta,
Chaga que meu pobre corpo, tanto atormenta...

Rezando por mim, chorando àgua benta,
Meu doce poente , aflito e murmurado
Minha Alma ao vento bailoçada, sedenta!
Fogueira socrassanta... Meu Amor Imaculado!

Desabafos...

(foto retirada da net)
Ponho-te á frente de tudo…
Deixo-me prender por ti,
Ponho-te á frente de todos…
Deixo-me levar por ti,
Tudo o que fiz!…
Tudo o que faço!…
Não passa de embaraço!
Ando louca…
Magoo as pessoas, abro nelas,
Feridas sem fundo. Só quero
Sair deste mundo…Morrer,
Morrer, voltar a viver
Noutra vida não nesta,
È tudo o que de mim resta...
Quero partir, minha vida
Nunca fez sentido, nunca teve
Um rumo… Sempre fiz o errado
Nunca vi mais que fumo.
Não me consigo parar...
Não Consigo controlar…
Não sei Mais que hei-de pensar
Quando me ponho a imaginar…
Tudo o que fiz por ti,
A luta que travei,
Tudo em vão!…

Teu nome crivado no coração...

sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Pretendo apenas esquecer...

(foto retirada da net)
Esquecer quem eu fui para ti,quem me dera ...
Nunca recordar , em horas que me são dolorosas ...
Que um dia fui tua suave brisa de Primavera ...
Que fez brotar, em teu coração ,
Pequenos botões de rosas ...


Passaram pelo teu rosto em vão ...
Suavemente , as minhas mãos carinhosas !
Mas tudo não passou de uma ilusão,
Em corações sem paixão ,
Nuncam brotam botões de rosas !


Agora,para ti sou indiferente,
Minha alma ardente em chamas e dor!...
Olhando-me sem piedade, altivamente...
A verdade mora somente em ti , meu senhor !


Quem me dera esquecer ... Todo o amor !
Daquele que me mentiu ... Daquele que me mente,
Daquele que por mim nada sentiu ou sente ...
Selvagem Roseira velha ... aberta em verde flor! ...

quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Amo-te!...

(foto retirada da net)
Amo-te aqui , agora , para sempre !...
Dentro de ti ... Meu amor sente ...
Amo-te nesta hora ... Eternamente ...
Apenas só a ti amo perdidamente !...

Amo os eternos sonhos que se calam ...
De corações que amam e não falam ...
Amo as águas de Abril e o teu olhar ...
A minha planicie , as estrelas , o luar ...

Não há bem que possa ser melhor ...
Que meu coração aberto , todo em flor ...
Eu toda alma e amor , sou um jardim !...
Sempre que teus olhos poisam em mim !...

domingo, 24 de Agosto de 2008

Toureiro Amante


Teus olhos negros brilham feiticeiros ,
Prendes meus na tua lida ,
Teus beijos são morteiros .
Oléee!... Que estou tão perdida!

E por entre altas espigas de oiro ardente .
Oh sangue bravo e quente ,
Que minhas mãos de ninfa ,
Fada e vidente,
Virgem Infanta do Oriente
Beijas tão sofregamente ...
Toureiro...
Toureiro !Que magnifico é teu porte,
Teu olhar é rude e forte.
Rezas as meus pés.
Imploras sorte ,
Que te salve da morte.
Eu , a tua Virgem Nazarena ,
Pedes meu coração ,
Desejas minhas voz calma e serena ...

(Poema dedicado ao Toureiro João Moura )

sábado, 23 de Agosto de 2008

Ouve um passado ...



A minha cama arde num fogo perdido ,
Os vizinhos queixam-se da sinfonia ...
Gemido que consome o meu sentido ,
Ritmo fleumático , em mim despido !...

Loucura babujasse , ébrio teu anseio !...
Tua lingua corre as trevas do meu seio ...
Abre as minhas portas de par em par ,
Leva de mim , aquilo que viestes buscar !...

Mas ao abri-las , não encontras nada !...
Sómente o amargo das minhas entranhas !...
O meu vazio , e primorosamente mais nada ! ...
Um profundo enleio e minhas angustias estranhas !...

quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Felina dança !...

(foto retirada da net)
Minha boca desfolha-te num beijo ...
Romântico apelo sensual e mudo ,
Corpo vibrante solta um grito agudo !...
Cerro um pouco o olhar ... De desejo ...


Meu corpo moreno , harmonioso ...
Põe teu olhos garços em alvoroço ,
Nódoa de sangue que palpita , moço !?
Anal será pecado ? Mas hoje é só nosso !


Tuas mãos meladas percorrem-me a tremer ...
Labirintos de aroma , cheiros e prazer !...
Dentro de mim sinto teu corpo esvaecer ...
Consumido numa fogueira de oiro a arder !...

segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Palavras ... Palavras


Existem palavras quentes ,
palavras pequenas,
palavras que curam,
palavras apaixonadas e ardentes ,
letrinhas que nos dão distinção,
entres as coisas sublimes da nossa imaginação .



As palavras doces , existem para nos adocicar
ora o paladar , ora a nossa mente ,
ou mesmo simplesmente aromatizar
um luar indistinto à beira mar ,
num pórtico céu excessivamente...



Palavras gravadas em granitos !
Através de nevoreiros , ouvem-se gritos ,
Vagos ... Lá longe ... Ecos de letras , ritos !
Prosperam quimeras . lendas e mitos !



Palavras sem nenhum disfarce ,
Onde minha voz incessante sempre renasce ...
Palavras que voam pelos ares ,
que balançam pelos sete mares .
Letrinhas que se cruzam nos mais , distintos olhares ...


Em palavras sem sentido , constamente eu me divido !
Entre a glória do além , e um lago de desdém !
Palavras ... São por vezes larvas .
Letrinhas que aos meus lábios vêm ...

sábado, 16 de Agosto de 2008

(foto retirada da net)Trago nas minhas mãos o Esquecimento .
Das horas más que tenho vivido , amor !
E para estas minhas chagas , tenho o ungento ,
Com que sarei a minha flamejante Dor !


Trago no meu nome a letra de uma Flor...
Margarida ! ... Vai gritando o vento ...
Gestos meus , loucas ondas do Sorrento ...
Perdidos nas encruzilhadas de um grande Amor ...


E dou o que sinto ao sol , astro que dormita ...
Ofereço meu manto crespúsculo , a tarde ...
Meu Sol de oiro , minha onda que palpita ...
Minha paixão ... Minha saudade ...

Voando para Ti

(foto retirada da net)

No meu mágico orgulho em viver .
Na nostalgia solene do entardecer .
Traz o vento , segredos e incoerencia
Puras melodias da minha inocencia...


Estou voando com o meu pensar ...
Voando para junto de ti ...
Minha doida fantasia mora em mim !
Meu louco desejo de tanto Te Amar ...

Sou o vento que pela porta teima entrar ...
A Luz que pela janela te vêm alumiar ...
Sou a que pela tua casa anda a vaguear !
Está meu corpo longe de ti , que me importa ?


Se minha alma vence barreiras e abre a tua porta !
Neste instante... Meu querido amante ...
Estou olhando para ti e não me vÊs ...
Sou as letras do poema que agora lês ...


Sou o teu olhar em mundos infinitos !...
Rouquejar candido dos teus gritos!...
Estou presente na tua memória desdobrada ...
Sou a Luz na solidão de tua estrada ...

quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Sonho de Zeus ...

(foto retirada da net)

Depois da meia-noite , que fantasia louca ,
Num lugar lá longe , para lá do Além ...
Existe alguem que pensa em mim também !...
Cavalgar da minha alma sobre a tua boca !...

Montanha que rompe e rasga os céus ,
Noutro mundo , onde o trovão divide o mar ,
Eu juraria que existe alguém a observar ...
Será o eterno nada ? Ou o enamorado Zeus ? ...

O vento frio , a chuva , o cair do clarão ...
Ainda não és tempestade , já és um trovão !...
Sinto em mim a tua alma , Zeus Impossivel ! ...
Minha paixão ardente , meu amor inextinguível...

quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Barbaro

( foto do mestre Osho, retirada da net)

O coração de um certo homem é terra muito pisada !
Amor desse homem é uma vádia caravela dourada...
Num mar de palavras requintadamente belas ,
Elevou-me pelos astros , para lá das estrelas ...

Lancei as velas ... Deixei-me navegar ...
Minhas redes de sensatez lancei ao Mar ...
Deixei-me encantar !... Deixei-me enganar !...
Num mar calmo ... Sem marés ... Nem porto !
Balançar da minha nau , em pleno mar morto ...

Sonho !... Ilusão aquela que contigo vivi ...
A mentira gritou , chegou ao fim !
Sonhava antes ! ... Que morava dentro de ti ...
Meu barco afundou-se contigo dentro de mim ...

Bárbaro riso de uma boca fria !
Poisou em mim , me beijou um dia ...
Barbaros beijos quentes a palpitar...
Rarissimo gosto de lindas bocas matar !

quarta-feira, 30 de Julho de 2008




Deolinda Milhano é natural da freguesia de Fortios , conselho de Portalegre .

Licenciada em Português/Francês , edita em 2006 um romance " Cartas Amordaçadas " .

Editou á cerca de duas semanas , onde eu como convidada e amiga pessoal , pode estar presente , " Dicionario de Ditados (Proverbios) e Frases Feitas . Um livro que eu recomendo para todos aqueles que queiram preservar um pouco da nossa identidade enquanto povo .

É composto por 24.000 ditados dispostos por ordem alfabética , verdadeiras lições de filosofia , que se adaptam às circunstâncias da nossa vida .

Desencantos ...

(foto retirada da net)

Nesta vida já não sei quem sou ...
Este meu enleio , esta angustia estranha ,
De uma tristissima paixão que por mim passou ...
Uma impossivel mágoa sempre me acompanha .


Que doloroso mal sofrer tanto sozinha !
Na penumbra do meu Alentejo encantado
Trago tantas dores a habitar dentro da minha !
Em gritos de dor , tomba o coração desprezado...


Neste mundo coberto de sonhos e pecados .
Talvez um dia entenda a vida , esse mistério ...
Os muitos murmurios tristes e desolados .
Quando eu um dia alcansar a paz no cemitério !

domingo, 27 de Julho de 2008

Dilacerada

(foto retirada da net)

Em sonhos ... ele falou para mim.
A minha ilusão ... pedaço demente...
Aquela voz que chamava por mim ...
Será que a ouvirei novamente?...

Dentro , bem fundo de minha mente.
Meu rubro turbilhão ... a dormitar ...
Palpitando ... meu coração ardente.
Em goivos soluços sempre a delirar ...

Amo-te meu amor , estonteantemente !
Oiço-te tão longe , em fúlgidos de paixão ...
Lembranças , afrontam-me no peito , altivamente ...
A mesma angustia bate no coração ! ...

Saudade de onde vêns?

(foto retirada da net)

Sinto uma esvaecida saudade que ...
Não sei de onde me vem ...
Talvez seja de ti minha Amargura ...
Talvez seja de ninguém !...


Eu nunca soube realmente quem era ...
Nem aquilo que nesta vida tenho .
Saudade profunda e insatisfeita,
que na sombra da minha alma detenho !...


Que impele brutalmente em mim...
Um silencioso e incompriendido abismo .
Que nunca , nunca na vida eu compriendi !

Meus sonhos derrotados !
Ilusões defuntas , orgulhos embriagados !
Nasceram dos enganos de uma outra boca ...
Pronfunda mágoa ! Ah ... que saudade louca !